Hoje sou pastor da 83ª IEQ, mas minha maior experiência com Jesus aconteceu quando eu era criança, mais ou menos aos 10 anos, em um Acampamento Infantil.
Foi ouvindo a história de Josué que Deus falou profundamente ao meu coração chamando-me para o ministério. Enquanto a história era contada eu me via como Josué entrando na terra prometida com o povo de Deus. No momento eu não me achava capaz, era algo muito grande para um garoto, mas Deus falava ao meu coração: “Não te mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” Js. 1: 9
Os acampamentos infantis eram sempre um prêmio para mim, pois não tinha condições de pagar. Eu orava a Deus e Ele abria as portas usando pessoas para pagar para mim.
Essa experiência fez com que minha adolescência fosse diferente dos meus amigos, porque a partir daquela manhã, minha vida tomou um outro rumo: a minha alegria era estar na igreja, ouvindo a palavra, aprendendo com os líderes, professores e pastores da nossa igreja, porque entendia que Deus tinha algo especial, uma missão para minha vida. A cada dia eu amava mais a Jesus, através daquela experiência ocorrida Deus me fazia lembrar quase todos os dias, sendo até hoje assim.
Alguns anos mais tarde fui convidado para trabalhar como conselheiro nos Acampamentos Infantis e depois nas escolas no Projeto Construindo Valores, era maravilhoso ver as crianças recebendo a Jesus em suas vidas.
Agora cumprindo o chamado de Deus para minha vida, estou caminhando juntamente com os membros da 83ª IEQ em direção à Terra Prometida, a Canaã Celestial.
Pai, obrigado pelos acampamentos de crianças que me abençoaram muito!
Pr. Carlos Izidoro de Souza
Ouvi a mensagem do Evangelho aos cinco anos de idade ao frequentar os cultos das quartas-feiras à tarde na 1ª IEQ de Curitiba, com minha avó e mãe.
Amava cantar “Desde o dia em que aceitei Jesus”, “Todos devem conhecer”, “Oh! Oh! Oh! nunca esquecerei”, meu cântico preferido na época.
Meu pai não deixava eu ir à igreja como eu queria, mas sempre que podia participava da Escola Dominical. Uma vez participei de uma classe de cinco dias e amei, senti muita alegria em estar na presença de Deus.
Aceitei Jesus como Salvador muitas vezes, sempre que ouvia o apelo, até que aos doze anos, tive compreensão do que isso realmente significava e entreguei minha vida a Jesus, fui batizada nas águas e com o Espírito Santo.
Ainda criança, aprendi a orar. Lembro-me que, em algumas noites, enquanto os meus pais brigavam por causa de problemas na família, eu orava assim: “Deus, faça que meus pais parem de brigar e que não se separem.”
Era a oração de uma criança! Deus a ouviu... Meu pai se converteu, foi transformado e passou servir a Deus como diácono. Minha mãe também foi transformada por Jesus e hoje ensina e prega a Palavra de Deus. Eles se amam e não se separaram. Também servem ao Senhor como voluntários do MEI, na área de recursos.
Aceitei um convite e comecei a trabalhar com crianças na Escola Bíblica Dominical aos 13 anos.
Casei com um homem de Deus e tenho duas lindas filhas. Além de apoiar meu ministério, meu marido trabalha comigo, como voluntário do MEI, na área de informática.
Nos últimos três anos trabalhei no Projeto Construindo Valores e agora tenho novos desafios pela frente. Peço a Deus que me dê graça para continuar o trabalho e ajudar a alcançar muitos pequeninos para Jesus, pois as crianças precisam muito conhecer o amor de Deus! Em janeiro, completo trinta anos de ministério. Deus é fiel e tem me sustentado em Suas mãos. Louvado seja o Seu nome!
Wanda Cristina Bagatin Pêgas
Eu nasci e me criei na igreja, porém devido aos problemas familiares eu era uma criança muito rebelde.
Quando eu estava na 3ª série surgiu a oportunidade de ir ao Acampamento Infantil, apesar de sermos muito pobres minha mãe conseguiu pagar para minha irmã e eu irmos. Lembro-me de tudo como se fosse hoje, o tema do Acampamento foi “Somos Jóias Preciosas”, foi tudo muito especial, ali eu descobri o quanto eu era importante para Deus e o quanto ele me amava. Quando na minha adolescência, ao passar por muitos problemas, eu fechava meus olhos em oração lembrava-me daquele Deus maravilhoso que me via como sua jóia preciosa e seguia em frente.
Eu recebi Jesus quando ainda era criança, e sei que a partir daquele dia passei a pertencer-lhe e nada, nunca pode me separar de seu grande amor.
Após o Acampamento passei a ajudar na E.B.D com a tia Nadir e desde então estou no ministério infantil.
Desde muito pequena me sentia muito rejeitada, sofria violência física e emocional. Meus pais não me desejaram, e tentaram vários abortos que não deram certo. Meu pai foi embora quando eu tinha apenas 3 anos. Mesmo envolvida nesse quadro de tristeza algo dentro de mim dizia que existia um Deus, e eu desejava profundamente conhecê-lo. Mas onde? Como?
Com meus sete / oito anos de idade, meus problemas se agravaram, tinha medo de tudo, sentia muita solidão e angústia. Ia na igreja, as vezes, com minha avó, eu amava aquele ambiente, mas aquela alegria logo passava, então eu pedia para morrer e pensava muito em me matar, acabar com tanto sofrimento, abusos e solidão, ainda assim tinha um desejo de ser feliz que ardia dentro de mim.
Com meus dez anos, participei de uma EBF, foi fantástico, mas ainda faltava algo. Nessa época eu morava em Guaratuba, onde Deus me deu a experiência que mudou minha vida.
Um belo dia eu estava na praia brincando, quando, de repente me encontrei no meio do nada, eu a prancha e o mar de todos os lados. Desesperei-me, ouvi uma voz sutil que dizia: acabou, agora você vai morrer! Ah, esta voz era bem conhecida, me seguia desde os meus cinco anos, larguei a prancha e comecei a afundar...
Mas Deus tinha um grande propósito, voltei a superfície e agarrei a prancha, comecei a falar com Deus, o Deus que ouvi na EBF, tive uma linda visão do hino “posso ser um missionariozinho” lembrei da história missionária do Samuelito, fiz um voto, mesmo sem saber o que isso representava de fato. Em voz alta falei: Me livra daqui Deus, quando crescer serei missionária entre as crianças! Realmente em uma ação de Deus fui impulsionada para a praia em alguns minutos.
Aos 12 anos voltei para Curitiba, e a vontade de conhecer melhor a Deus só aumentava. Comecei a participar da EBD, um dia pela minha indisciplina fui convidada a me retirar da sala! Houve um dilema dentro de mim, pensei: vou para casa, já que aqui não me querem ou vou para o culto?! Fiquei pensando alguns minutos, e mesmo sem saber direito o que estava fazendo, subi as escadarias do templo e entrei, sentei e ouvi a mais linda e pura história de amor! Seria mesmo verdade, que Jesus me amava? Pela primeira vez eu podia acreditar que eu era amada, eu não estava sozinha, Jesus se preocupava comigo! Aceitei ao Senhor Jesus ali mesmo, grande amigo, companheiro já não estava mais sozinha. Não foi fácil, muitos anos se passaram, mas nunca mais estive só...
Ainda que na época eu não tivesse muito entendimento do voto que fiz, Ele sabia o que estava acontecendo! Hoje sou missionária de crianças trabalhando de tempo integral neste ministério cumprindo o sonho de Deus para minha vida!
Fabiana Cordeiro

